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		<title>Mídia e a correlação de forças</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 17:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O deputado Rui Falcão, presidente nacional do PT, considerado mesmo pelos adversários um dos melhores quadros do partido, fez uma intervenção importante no seminário de Porto Alegre, dos dez anos de governos petistas (leia a reportagem). Rui afirmou que o projeto histórico das forças progressistas abrigadas sob o guarda-chuva do PT transcende o calendário eleitoral. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15438" class="wp-caption alignleft" style="width: 637px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/charge-bessinha_fhc-no-bau.jpg"><img class=" wp-image-15438 " title="charge-bessinha_fhc-no-bau" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/charge-bessinha_fhc-no-bau.jpg" alt="" width="627" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Mídia tucana continua intocada</p></div>
<p style="text-align: justify;">O deputado Rui Falcão, presidente nacional do PT, considerado mesmo pelos adversários um dos melhores quadros do partido, fez uma intervenção importante no seminário de Porto Alegre, dos dez anos de governos petistas (leia a reportagem).</p>
<p style="text-align: justify;">Rui afirmou que o projeto histórico das forças progressistas abrigadas sob o guarda-chuva do PT transcende o calendário eleitoral. Ademais de defender nas urna avanços já conquistados, o partido deve trilhar novos degraus na luta pela hegemonia, observou.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso, se quiser que o presente não seja a mera reiteração do passado e o futuro não se resuma à atualização dos dias que correm.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ir além das circunstâncias atuais, o PT tem que mudar a correlação de forças na sociedade, disse Rui. E implantar três reformas que em sua opinião constituem um requisito indissociável do passo seguinte do desenvolvimento e da democracia brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">São elas: a reforma política; a reforma tributária e a regulação da mídia para que se faça cumprir o que reza a Constituição de 1988, avessa ao monopólio e guardiã da pluralidade de pensamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Rui defende que esse tripé seja o alicerce ordenador do provável segundo mandato da Presidenta Dilma.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é como assegurar que isso aconteça: mudar a correlação de forças é, ao mesmo tempo, um requisito e uma consequência dessas diretrizes.</p>
<p style="text-align: justify;">Grosso modo, destravar o gargalo fiscal do desenvolvimento implica redefinir o volume e a origem dos fundos públicos e a destinação dos mesmos. Encerra um embate entre a riqueza e a demanda por igualdade.</p>
<p style="text-align: justify;">A reforma política pretende fortalecer a democracia, torna-la menos dependente dos donos do dinheiro.Sobretudo no financiamento eleitoral dos partidos .</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, a questão da mídia, sublinhada por Rui.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de reforçar o espaço do discernimento histórico da sociedade, assegurando-lhe acesso efetivo à pluralidade de ideias no debate contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se faz isso com um oligopólio reiterado pela política oficial de publicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A mudança na correlação de forças, salientada pelo presidente do PT, é também um processo demarcado por saltos referenciais.</p>
<p style="text-align: justify;">As grandes greves operárias dos anos 70/80 no ABC paulista condensaram um desses saltos no país: foram a expressão organizada de um sentimento de saturação da sociedade em relação à ditadura militar.</p>
<p style="text-align: justify;">As mobilizações nacionais da luta pela redemocratização – o ‘Diretas Já’ – evidenciaram esse caldo de cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">As ideias, as dinâmicas e forças que ordenavam a economia e a sociedade no ciclo ditatorial haviam deixado de funcionar como o amálgama de uma correlação, capaz de assegurar relações estáveis entre interesses em conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Incapaz de ordenar essas contradições com um conjunto aceito de políticas públicas –a começar pela política de arrocho salarial, contestadas nas fábricas e nas ruas– a crise do Estado paralisou o sistema econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">Que já sangrava com a perda das fontes de financiamento, decorrente da crise da dívida externa dos anos 80.</p>
<p style="text-align: justify;">A Constituinte de 1988, cuja importância o PT erroneamente subestimou, tentou reordenar esse vácuo constitutivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os constituintes fizeram concessões à ditadura, sendo a anistia recíproca a mais ostensiva delas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, a assembleia soberana legislou avanços indiscutíveis, fixando parâmetros institucionais que ainda hoje os interesses plutocráticos tentam reverter.</p>
<p style="text-align: justify;">E o que é sobretudo notável.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso aconteceu a contrapelo do então ascendente ciclo de supremacia do ideário neoliberal em todo o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">De alguma forma, a Constituinte regulou mais do que o mercado estava disposto a ceder e a democracia representativa se mostrou capaz de materializar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ventos da desregulação, soprados dos quatro cantos do mundo, varreriam parte desses avanços.</p>
<p style="text-align: justify;">São conhecidas as distâncias entre a equidade universal consagrada na Carta e a rotina do país.</p>
<p style="text-align: justify;">As dissonâncias avultam na saúde, educação, acesso a terra, saneamento, habitação e, mais notável, em tempos recentes, no acesso à informação plural avessa ao oligopólio, como prevê a Carta.</p>
<p style="text-align: justify;">O ciclo tucano no poder (95/2002) ‘ajustou’ o elástico da correlação de forças.</p>
<p style="text-align: justify;">E reverteu na prática – em muitos casos, na legislação também – o sentido histórico da Constituinte de 1988.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é preciso reiterar estatísticas.</p>
<p style="text-align: justify;">O impacto qualitativo fala por si.</p>
<p style="text-align: justify;">A supremacia mercadista instituída nos oito anos de poder do PSDB teve influencia marcante na estrutura do desenvolvimento brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">As privatizações, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais do seu recorte expropriador, subtraíram da sociedade o poder de induzir a economia através da ação empreendedora de grandes orçamentos centralizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Por pouco não se perde também o BNDES. Ou o Banco do Brasil. E a Petrobrás.</p>
<p style="text-align: justify;">A lição política desse período não pode ser esquecida.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma crise, mesmo quando o seu desfecho resulta em mudança de regime político, como foi o eclipse da ditadura no Brasil, não renova automaticamente a estrutura do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode haver regressão, ou acomodação conservadora se as forças ascendentes não alçarem uma organicidade capaz de materializar institucionalmente a nova correlação política.</p>
<p style="text-align: justify;">Grosseiramente, a eleição de Lula, em 2002, retomou a construção histórica arquivada pelo ‘ajuste’ conservador promovido entre 1989 e 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governos Lula e Dilma, como qualquer governo progressista, incluem elementos de conciliação, tropeço e avanço.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é inegável que contribuíram para aprofundar a nova correlação de forças da qual foram a expressão política eleitoral.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudanças importantes na pirâmide de renda e na redução das desigualdades foram promovidas nos últimos 11 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um quadro de pleno emprego impôs ao capitalismo brasileiro a rediscussão dos seus limites estruturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Tratado como questão técnica pela mídia, o gargalo da infraestrutura evidencia um choque entre duas lógicas.</p>
<p style="text-align: justify;">De um lado, o país desenhado para 1/3 da população; de outro, 40 milhões de pessoas que ascenderam ao mercado e reivindicam agora seu lugar na plena cidadania.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos, à esquerda, se ressentem da flacidez doutrinária do ciclo progressista liderado pelo PT.</p>
<p style="text-align: justify;">É um fato.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é fato que a consciência de uma sociedade avança também quando aspirações históricas se traduzem em agendas de ação efetiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Que são apreendidas mais facilmente pelo discernimento popular do que o discurso doutrinário duro.</p>
<p style="text-align: justify;">Do lado conservador, critica-se o PT por ter dado precedência à expansão do mercado interno, elevando o poder de compra dos salários e estendendo a abrangência dos programas sociais, como sua alavanca de poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter feito isso antes de viabilizar um ciclo correspondente de investimentos é apontado frequentemente pelos professores banqueiros do PSDB como exemplo de incompetência administrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Um editorial da Folha deste domingo bate nessa tecla.</p>
<p style="text-align: justify;">Reafirma a precedência das ‘reformas’, o controle dos reajustes salariais (leia-se, arrocho sobre o salário mínimo) e a contenção dos ‘gastos’ com a previdência.</p>
<p style="text-align: justify;">Requisitos para um crescimento consistente que Dilma, a exemplo de Lula, mostrou-se incapaz de implantar. Sentencia o diário de conhecidos pendores tucanos.</p>
<p style="text-align: justify;">A realidade é um tanto mais sofisticada.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que os governos do PT –com todas as limitações conhecidas e criticáveis– geraram um novo sujeito histórico massivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele impõe à agenda capitalista e a seus porta-vozes, caso dos Frias, um problema que não cabe em velhas receitas doutrinárias rabiscadas em editoriais de domingo.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova correlação de forças, embora inconclusa, podemos dizer assim, não as favorece.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto que o arrocho implícito nas agendas alternativas fica restrito aos editoriais conservadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os presidenciáveis encarregados de viabilizá-lo preferem dizer que ‘dá para fazer mais e melhor’.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dissimulação de amplitude incontestável.</p>
<p style="text-align: justify;">Passados onze anos da travessia liderada pelo PT, o Estado brasileiro persiste ainda aquém das determinações institucionais previstas na Carta de 1988.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado não substitui a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele não é o sujeito dessa defasagem, mas o espelho do entroncamento histórico que a explica.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia é forçoso reconhecer também que a ação pública pode muitas vezes pode acelerar ou obstruir avanços amadurecidos na dinâmica social.</p>
<p style="text-align: justify;">A hesitação do governo Dilma em obedecer a Constituição e providenciar fóruns e meios que assegurem a pluralidade democrática à comunicação audiovisual, enquadra- se nesse segundo caso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando elenca o tripé da reforma política; reforma tributária e regulação da mídia como âncora programática de um provável segundo governo Dilma, o presidente do PT de certa forma está advertindo para uma agenda política negligenciada pelo economicismo de certas áreas do governo.</p>
<p style="text-align: justify;">O que Rui Falcão está dizendo na verdade é que a própria continuidade do desenvolvimento depende agora de um salto de aprofundamento democrático na vida brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A correlação de forças do auge tucano foi quebrada.</p>
<p style="text-align: justify;">O bloco de interesses conservadores não consegue mais impor ao país a sua voracidade, de forma estável e legítima.</p>
<p style="text-align: justify;">A agressividade da mídia e a romaria frequente do conservadorismo à Suprema Corte é um sintoma dessa impossibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Como assegurar que disso resulte um salto progressista, e não uma espiral de dissolução institucional?</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é a democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso urgentemente, e de uma vez por todas, dar aderência e abrangência democrática à renovação estrutural dos atores sociais ocorrida no país na última década.</p>
<p style="text-align: justify;">As reformas apontadas por Rui vão na direção certa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há que se elencar uma prioridade nesse entroncamento de causas e consequências.</p>
<p style="text-align: justify;">A regulação da mídia, por ser de implementação mais rápida e ter efeitos multiplicadores na discussão das demais, dando voz à nova correlação de forças progressistas, mereceria a precedência na agenda do partido e na do governo.</p>
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		<title>Marcha das Vadias em SP: Sábado, quebre o silêncio</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A terceira edição da Marcha das Vadias de São Paulo ganha as ruas da capital no próximo sábado (25), com o tema Quebre o Silêncio. O ponto de partida da marcha é a Praça do Ciclista, que fica no encontro da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. A partir do meio dia, o coletivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/Marchadas-Vadias.-Campanha-Quebre-o-Silencio-2-e1369150902139.jpg"><img class=" wp-image-15430 alignleft" title="Marchadas-Vadias.-Campanha-Quebre-o-Silencio-2-e1369150902139" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/Marchadas-Vadias.-Campanha-Quebre-o-Silencio-2-e1369150902139.jpg" alt="" width="450" height="676" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A terceira edição da Marcha das Vadias de São Paulo ganha as ruas da capital no próximo sábado (25), com o tema Quebre o Silêncio.</span></p>
<p style="text-align: justify;">O ponto de partida da marcha é a Praça do Ciclista, que fica no encontro da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. A partir do meio dia, o coletivo feminista Marcha das Vadias de São Paulo (MdV SP) estará no local, oferecendo oficina de cartazes, stencil e preparando o aquecimento para o ato, que começa às 14h. Os manifestantes percorrerão a Avenida Paulista e a Rua Augusta, até a Praça Roosevelt.</p>
<p style="text-align: justify;">A Marcha das Vadias é uma resposta à ideia de que mulheres são culpadas pela violência que sofrem. A primeira marcha aconteceu em 2011, em Toronto, no Canadá, e a partir de então ganhou o mundo. As mulheres reivindicam o direito pela autonomia sobre seus próprios corpos e rechaçam a ideia de que a roupa ou seu comportamento sejam usados como motivos para justificar a violência.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano, a Marcha das Vadias de São Paulo toma as ruas lembrando que a violência contra a mulher, na maioria das vezes, ocorre em casa. A cada dia, em média, 2.175 mulheres telefonam para o 180 denunciando que são vítimas de violência. Em 89 % dos casos, o agressor é o companheiro ou ex-companheiro da mulher. 50% das vítimas dizem estar correndo risco de morte. O Brasil é o 7º país no ranking mundial de homicídios de mulheres, segundo o Conselho Nacional de Justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, com base em dados do Mapa da Violência 2012, em 65% dos casos de violência sexual o estuprador era um parente ou conhecido da mulher. A MdV SP incentiva as mulheres a quebrarem o silêncio e denunciarem os agressores, de modo a impedir a perpetuação da violência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como tudo começou</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em Janeiro de 2011, um policial fala às jovens da Universidade de Toronto, no Canadá, que estavam amedrontadas por uma onda de violência sexual que tomava o campus. Em seu discurso, o policial pede que “as mulheres evitem se vestir como vadias” para que não sejam vítimas de estupro. No dia 3 de abril daquele ano, três mil pessoas tomaram as ruas de Toronto, num protesto batizado como SlutWalk. O movimento se alastrou mundo afora e no Brasil ficou conhecido como Marcha das Vadias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que “vadias”?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O ideário disseminado pelo patriarcado nos ensina que vadia é uma mulher vulgar, promíscua, que não esconde seus desejos sexuais e que isso é algo negativo. Que existem mulheres para se casar e mulheres para fazer sexo. A palavra vadia é usada para ofender e depreciar a imagem da mulher. Por isso, o termo “vadia” foi apropriado pelo movimento visando ressignificá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o senso comum diz que as mulheres são estupradas porque usam roupas consideradas “provocantes”, diz, nas entrelinhas, que os homens são incapazes de se controlar, que todo homem é um potencial estuprador.</p>
<p style="text-align: justify;">A Marcha das Vadias de São Paulo luta para derrubar esse pensamento que tolhe a liberdade das mulheres. Defende que atender a seus próprios desejos, independentemente do julgamento alheio, é uma demonstração de liberdade e autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Marcha em São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A versão paulistana da Marcha das Vadias ocorreu pela primeira vez em 4 de junho de 2011. Em 2012, reuniu 2 mil pessoas nas ruas da capital paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo ano assumiu a forma de um coletivo feminista que, alinhado à centelha que deflagrou as marchas ao redor do mundo, luta pela autonomia da mulher sobre o seu próprio corpo e também pela desculpabilização das vítimas.</p>
<p style="text-align: justify;">O coletivo tem o objetivo de agregar à luta política que atravessa os corpos das mulheres e o direito de decisão sobre eles. Além de marchar anualmente nas ruas de São Paulo, a MdV SP reúne-se quinzenalmente para deliberar sobre pautas da agenda feminista, promove debates e outras atividades culturais e políticas. Mantém também uma página no Facebook, no Flickr e um blog.</p>
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		<title>Joaquim Barbosa pisa feio na bola novamente</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:39:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em mais uma demonstração de arrogância e de desrespeito às instituições, o ministro Joaquim Barbosa — presidente do Supremo Tribunal Federal — afirmou nesta segunda-feira (20) que os partidos políticos no Brasil são de &#8220;mentirinha&#8221; e que o Congresso Nacional é &#8220;ineficiente&#8221; e &#8220;inteiramente dominado pelo Poder Executivo&#8221;. As declarações foram feitas durante uma palestra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15423" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/joaquim_Barbosa_Dorme_e_Sonha.jpg"><img class="size-full wp-image-15423" title="joaquim_Barbosa_Dorme_e_Sonha" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/joaquim_Barbosa_Dorme_e_Sonha.jpg" alt="" width="400" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Mais uma vez as estripulias de Barbosa extrapolam o bom senso</p></div>
<p>Em mais uma demonstração de arrogância e de desrespeito às instituições, o ministro Joaquim Barbosa — presidente do Supremo Tribunal Federal — afirmou nesta segunda-feira (20) que os partidos políticos no Brasil são de &#8220;mentirinha&#8221; e que o Congresso Nacional é &#8220;ineficiente&#8221; e &#8220;inteiramente dominado pelo Poder Executivo&#8221;.</p>
<p>As declarações foram feitas durante uma palestra proferida no Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), instituição da qual é professor. &#8220;Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E tampouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica&#8221;, disse ao responder a pergunta de um aluno sobre a suposta interferência do Judiciário em assuntos do Legislativo.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">As reações contrárias às declarações de Barbosa foram imediatas. O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), classificou como “lamentáveis” e “desairosas” as declarações do presidente STF. Ele criticou Barbosa que, segundo ele, tem desrespeitado as instituições.</span></p>
<p>“O que ele [Joaquim Barbosa] vem fazendo ultimamente é apostar na crise entre os Poderes. Ele é o fator de crise. Nós podemos dizer que hoje se há uma crise entre o Legislativo e o Judiciário este fator se chama Joaquim Barbosa que não pode se comportar como tutor da sociedade e nem como censor do Congresso Nacional”, disse.</p>
<p>O presidente em exercício da Câmara disse que Barbosa “não se dá o respeito” e “não está à altura” do cargo de presidente do Poder Judiciário. Ele lembrou que o presidente do STF recentemente destratou presidentes de associações de classe da magistratura, após ter considerado formação de ‘lobby’ pela aprovação no Congresso de emendas constitucionais para a criação de tribunais regionais.</p>
<p>“Não são as primeiras [declarações] lamentáveis que ele dá. Já fez isso com representantes do Judiciário, já fez isso com integrantes do próprio Congresso Nacional em alguns momentos. Isso não está a altura do representante de um Poder como o Supremo Tribunal Federal, que deveria apostar na relação harmônica e colaborativa entre os Poderes e não como o militante de uma causa ou como alguém que se manifesta com paixão ou até com desdém em relação a outro Poder. Então, lamentamos muito. Isso não tem nada a ver como STF, apenas com o presidente do Supremo, que não está a altura do cargo que ocupa no momento”, disse o presidente em exercício da Câmara.</p>
<p>Por fim, André Vargas lembrou que os deputados e senadores são eleitos pelo voto popular e acusou Barbosa de “não ter apreço pela democracia”. Ele defendeu a atuação dos parlamentares e disse que “se o Brasil vai bem é porque o Congresso Nacional vota bem”, se referindo à solidez com que o país tem passado pela crise econômica internacional.</p>
<p>O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que está em viagem aos Estados Unidos, divulgou nota, por meio de sua assessoria de imprensa, lamentando as declarações de Joaquim Barbosa.</p>
<p>“Uma desrespeitosa declaração como essa não contribui para a harmonia constitucional que temos o dever supremo de observar”, disse Henrique Alves. “E, com a responsabilidade e maturidade que tenho, não quero nem devo tensionar o relacionamento entre os Poderes. O Parlamento e os partidos políticos, sustentáculos maiores da democracia brasileira, e todos os seus integrantes, sem exceção, legitimados pelo voto popular, continuarão a exercer o pluralismo de pensamentos, palavras e ações em favor do Brasil mais justo e democrático. Tenho consciência que esse é o verdadeiro sentimento do Poder Judiciário, do Poder Executivo e do Poder Legislativo”, concluiu.</p>
<p><strong>Crise entre os Poderes</strong></p>
<p>As críticas ao Legislativo continuaram ao longo da palestra, quando Barbosa voltou a falar sobre os problemas do Congresso. &#8220;O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro, é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo&#8221;, afirmou. &#8220;O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o Poder Executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei”, afirmou Barbosa.</p>
<p>Mais tarde, o presidente do STF divulgou nota na qual diz que não teve a intenção de criticar ou fazer juízo de valor a respeito da atuação do Legislativo e de seus integrantes. No documento, o ministro alega que estava fazendo um “exercício intelectual em um ambiente acadêmico”.</p>
<p>A crise entre os Poderes Legislativo e Judiciário se arrasta há meses com diversos episódios de troca de acusações. Recentemente a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara chegou a aprovar uma proposta de emenda à Constituição que submetia ao Congresso Nacional as súmulas vinculantes e decisões do Supremo que considerassem leis inconstitucionais.</p>
<p>Fonte: Vermelho</p>
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		<title>Esquerda Unida exige novo modelo contra a &#8220;Europa de banqueiros&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15418" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/m_adrid_120219_0.jpg"><img class="size-full wp-image-15418" title="m_adrid_120219_0" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/m_adrid_120219_0.jpg" alt="" width="400" height="331" /></a><p class="wp-caption-text">Espanhóis nas ruas pelos seus direitos</p></div>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Em coletiva de imprensa no Parlamento da Andaluzia, província espanhola, o eurodeputado da Esquerda Unida Willy Meyer registrou uma pergunta à Comissão Europeia, para esclarecer sua suposta comunicação com o Ministério de Economia sobre um decreto andaluz referente à moradia. Se o atual modelo europeu “não mudar, a União Europeia não tem sentido”, disse, após afirmar que o desenho atual “elaborado pela direita e pela social-democracia” provoca “desespero e humilhação” a milhares de cidadãos.</span></p>
<p>Meyer falou à imprensa junto ao porta-voz do grupo parlamentar, José Antonio Castro, sobre a pergunta que havia registrado ante a Comissão Europeia, pedindo esclarecimento sobre a possibilidade de a instituição ter enviado um comunicado ao governo espanhol, relativo ao decreto-lei sobre a função social da habitação, e solicitar, nesse caso, o detalhamento da missiva.</p>
<p>Para Meyer, a suposta carta supõe um “caso insólito” que, se confirmado, suporia entender que a Europa defende o “silêncio clamoroso” ante a lei hipotecária espanhola de 1993, e que se dá “celeridade” com um decreto aprovado há menos de um mês pelo governo andaluz.</p>
<p>Em 10 de maio a Agência EFE revelou que a Comissão Europeia vazou a informação de que havia enviado uma comunicação ao governo espanhol, mostrando a preocupação de Bruxelas com o decreto andaluz para a habitação, já que poderia chocar com o memorando firmado para o resgate do setor bancário espanhol. Isto suporia o descumprimento do “memorando de entendimento”.</p>
<p>Neste sentido, o porta-voz da Esquerda Unida (EU) no Parlamento andaluz, José Antonio Castro, tachou de “má intenção” do governo da Espanha, se for demonstrado que se trata de um “vazamento” interessado. Em sua opinião, produziu-se um caso “estrambótico” com um vazamento de uma “suposta” carta “de que ninguém conhecia o seu conteúdo”.</p>
<p>Castro também afirmou que o ocorrido com esta “polêmica carta” supõe um episódio extravagante ante um decreto-lei que cumpre com o Estatuto, a Constituição e a recente sentença do Tribunal de Luxemburgo. Castro disse ainda que o que mais preocupa à EU neste momento é “o maldito memorando de entendimento” assinado entre o governo da Espanha e a União Europeia “para defender os interesses do setor bancário, acima do que propõe a Constituição”.</p>
<p>Por tudo isso, Castro pediu ao presidente do governo espanhol Mariano Rajoy que explique o conteúdo deste documento, que detalha os compromissos da Espanha com a troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), para que a cidadania se pronuncie.</p>
<p>Na polêmica desatada, para a Esquerda Unida fica evidente o “desconcerto” que o modelo da União Europeia construído pela “direita e pela social-democracia” sofre, e que para EU precisa mudar através de um processo constituinte que acabe com um desenho feito por “banqueiros e multinacionais”.</p>
<p>Fonte: Vermelho</p>
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		<title>Bloco na Rua vence eleições nas Fatecs-SP</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desta vez, foram os estudantes das Faculdades de Tecnologia de São Paulo (Fatec) que deram 5.923 mil votos à chapa “DCE FATEC a gente se UNE”, que além de eleger a nova diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE), também foi responsável por eleger 64 delegados para o Congresso, que acontece entre os dias 29 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15409" class="wp-caption alignleft" style="width: 440px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/Ato-na-FATEC-SP-22.jpg"><img class=" wp-image-15409   " title="Ato na FATEC SP - 2" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/Ato-na-FATEC-SP-22-1024x768.jpg" alt="" width="430" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes manifestam apoio à greve dos professores</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Desta vez, foram os estudantes das Faculdades de Tecnologia de São Paulo (Fatec) que deram 5.923 mil votos à chapa “DCE FATEC a gente se UNE”, que além de eleger a nova diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE), também foi responsável por eleger 64 delegados para o Congresso, que acontece entre os dias 29 de maio e 2 de junho, em Goiânia.</span></p>
<p style="text-align: justify;">A votação ocorreu tranqüila em 56 Fatecs, espalhadas por 51 cidades do estado. Houve somente alguns desentendimentos com algumas direções de unidades, que tentaram cercear o direito democrático dos estudantes escolherem seus representantes. “Todos os obstáculos que os estudantes das Fatecs encontram durante a graduação promoveram uma unidade em torno de um único objetivo: A criação do Diretório Central dos Estudantes para podermos amplificar e fortalecer nossas pautas” garante Arthur Miranda, integrante da chapa vencedora DCE FATEC a gente se UNE!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Com as propostas de duplicação do orçamento global do Centro Paula Souza, órgão mantenedor das Fatecs, mais democracia em todas as unidades da instituição, maior participação dos estudantes na vida acadêmica, e a definição de uma política de Assistência Estudantil mais eficiente, “conseguimos a maior votação em universidades públicas do país”, afirma Arthur. A chapa DCE FATEC a gente se UNE! obteve 5.923 votos e elegeu 64 delegados para o Conune. Para ele, a criação do DCE da Fatec constitui “a principal mudança nos últimos 10 anos no movimento estudantil paulista”. </span></p>
<p style="text-align: justify;">“A ideia de montar uma chapa única ao 53º Conune e ao 11º Congresso da União Estadual dos Estudantes (Conune) foi essencial, não só para o expressivo resultado das eleições, mas para o processo de criação do DCE”, acentua Arthur. Ele conta que o Movimento Bloco na Rua sai muito fortalecido em São Paulo com essa vitória. “Toda a movimentação fatecana só teve a ganhar com o alcance da campanha e, hoje, os estudantes fatecanos estão cada vez mais conscientes”, analisa.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Bloco na Rua conquista DCE da Universidade Federal Fluminense</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 15:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, o Movimento Bloco na Rua mostra sua força ao liderar composição de chapa que venceu eleição para a nova diretoria do Diretório Central Estudantil (DCE) da Universidade Federal Fluminense (UFF). “Foram dias de intensa disputa”, anuncia Thiago José, um dos coordenadores da chapa 3, Há Quem Sambe Diferente, que obteve 4.870 votos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15401" class="wp-caption alignleft" style="width: 429px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/uff-fora-pm.jpg"><img class="wp-image-15401 " title="uff fora pm" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/uff-fora-pm.jpg" alt="" width="419" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes contra invasão da PM do Rio no campus da UFF em Niterói</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Na semana passada, o Movimento Bloco na Rua mostra sua força ao liderar composição de chapa que venceu eleição para a nova diretoria do Diretório Central Estudantil (DCE) da Universidade Federal Fluminense (UFF). “Foram dias de intensa disputa”, anuncia Thiago José, um dos coordenadores da chapa 3, Há Quem Sambe Diferente, que obteve 4.870 votos, entre os 10.293 estudantes que participaram do pleito, dos 36 mil que poderiam votar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A eleição ocorreu de 13 a 15 em Niterói e 16 e 17 nos demais campus da universidade no estado de Rio de Janeiro. Segundo, Thiago José “a disputa foi acirrada, disputada voto a voto”, mas tudo correu sem maiores transtornos. A chapa vitoriosa teve a seguinte composição: Bloco na Rua, Kizomba, Liberte, Para Todos, Mudança + Independentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar ficou a chapa da situação, Livres para Buscar um lugar ao Sol, com 4.698 votos. O que valoriza ainda mais a vitória da aliança da Há Quem Sambe Diferente, porque juntamente com a eleição para o DCE também foram escolhidos os delegados que representarão a UFF no 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Bloco na Rua também saiu vitorioso, de acordo com Thiago. Agora, afirma ele, “é arregaçar as mangas para conseguirmos levar nossos delegados ao Congresso”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Numa campanha árdua, a chapa Há Quem Sambe Diferente venceu o pleito com objetivo de organizar o DCE dentro da realidade dos estudantes da UFF e ser “mais propositivo, ativo e presente nas reivindicações estudantis e antenados com as lutas da juventude brasileira”, explica Thiago. A chapa vencedora também defendeu ampliar a voz e participação dos estudantes dos campi do interior, acompanhamento das obras da expansão da UFF. Ainda “lutamos pela garantia da segunda chamada e do abono de falta como consta no Regulamento de Graduação da universidade. Orçamento Participativo, mais autonomia e Assistência Estudantil para os campi do Interior, também fizeram parte do programa dos vitoriosos na eleição.</span></p>
<p style="text-align: justify;">A criação da UFF, antes denominada Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, foi fruto de intensas lutas do movimento estudantil fluminense, que desde os anos 1940 desenvolve campanhas para a criação de uma universidade federal no estado. Os estudantes queriam uma universidade pública que atendesse às necessidades dos jovens fluminenses. A UFF transformou-se em importante pólo aglutinador das atividades do movimento estudantil fluminense e se constitui numa das mais importantes universidades públicas do país. Por isso, essa vitória marca o fortalecimento do Bloco na Rua no estado.</p>
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		<title>Instituições particulares perdem ProUni</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 14:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por irresponsabilidade de suas direções, 266 mantenedoras de 330 instituições de ensino superior foram desvinculadas do Programa Universidade para Todos (ProUni). A notícia saiu ontem (20/05) no Diário Oficial da União. Com a decisão do Ministério da Educação (MEC), as instituições deixaram de ofertar cerca de 20 mil vagas para novos bolsistas do programa governamental. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/prouni21.jpg"><img class="size-full wp-image-15397" title="prouni2" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/prouni21.jpg" alt="" width="600" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">MEC garante que prounistas não serão prejudicados</p></div>
<p style="text-align: justify;">Por irresponsabilidade de suas direções, 266 mantenedoras de 330 instituições de ensino superior foram desvinculadas do Programa Universidade para Todos (ProUni). A notícia saiu ontem (20/05) no Diário Oficial da União. Com a decisão do Ministério da Educação (MEC), as instituições deixaram de ofertar cerca de 20 mil vagas para novos bolsistas do programa governamental.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A Lei 11.128/2005 determina, ao final de cada ano-calendário, que as mantenedoras apresentem quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. Como isso não ocorreu essas mantenedoras não puderam participar do processo de adesão ao ProUni neste primeiro semestre. Mas o MEC assegura aos prounistas matriculados nessas instituições não serão prejudicados e suas bolsas serão mantidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;">No ano passado foi criado o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies) para as instituições particulares terem a possibilidade de reduzirem suas dívidas com o governo federal por meio de concessões d ebolas. Mesmo assim, essas mantenedoras não cumpriram com suas obrigações fiscais. A legislação prevê também a possibilidade das mantenedoras desvinculadas requererem nova adesão ao programa após quitarem seus débitos.</p>
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		<title>Nilma Gomes é a 1ª reitora negra de Universidade Federal</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nilma Lino Gomes assume a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) como a primeira reitora negra do País. Entre tantos desafios, está ampliar as relações internacionais com os países de língua de expressão portuguesa. Leia a seguir entrevista publicada pelo jornal O Povo nesta segunda-feira (20). A professora mineira Nilma Lino Gomes tomou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15377" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/nilma.jpg"><img class="size-full wp-image-15377" title="nilma" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/nilma.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Nilma, primeira reitora negra numa universidade federal no Brasil</p></div>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Nilma Lino Gomes assume a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) como a primeira reitora negra do País. Entre tantos desafios, está ampliar as relações internacionais com os países de língua de expressão portuguesa. Leia a seguir entrevista publicada pelo jornal O Povo nesta segunda-feira (20).</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A professora mineira Nilma Lino Gomes tomou um susto quando foi convidada para ser reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) no início deste ano. A proposta veio do colega Paulo Speller, reitor-fundador da primeira universidade internacionalizada do Brasil, fincada no Maciço de Baturité, em Redenção, a 40 quilômetros de Fortaleza. Passada a surpresa, veio a percepção do contexto. Seria a primeira mulher negra no comando de uma universidade brasileira.</span></p>
<p>“Senti-me honrada e, depois do choque, compreendi que o convite tinha a ver com minha trajetória”, afirmou a reitora Nilma Lino em meados de abril, 20 dias após desembarcar em Redenção. Com um sorriso largo e palavras sob medida, à moda de Minas, a doutora em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra aborda as questões em torno do racismo no Brasil, tema que elegeu tanto na academia como pesquisadora, quanto como cidadã. “Pedagogicamente, atuo assim; politicamente, atuo assim. Quando o convite chegou, entendi que tinha a ver com meu perfil. Sou uma mulher negra que atua nas questões raciais”, analisa a reitora sobre o porquê de ter decidido deixar Minas Gerais para morar numa cidade que só conhecia de ouvir falar, e ser reitora de uma universidade que havia de concluir a implantação.</p>
<p>Ao longo de quase duas horas, Nilma Lino conversa sobre o trabalho intenso de conhecer o lugar, a universidade e as pessoas, fala sobre as políticas afirmativas em curso no Brasil e diz que o resultado dessa política pelo menos jogou por terra o discurso mítico em torno da democracia racial no País. A seguir, os principais pontos da entrevista.</p>
<p><strong>A senhora já conhecia Redenção antes de vir como reitora para a Unilab?</strong></p>
<p><strong>Nilma Gomes:</strong> Não. Eu sabia da universidade e sabia de Redenção pelo meu colega que foi o primeiro reitor Paulo Speller. Fomos colegas no Conselho Nacional de Educação. Quando cheguei ao Conselho, Paulo estava terminando a gestão dele na Câmara de Educação Superior e sempre falava da universidade e de Redenção. Mas não tinha vindo aqui.</p>
<p><strong>Para a senhora, qual o maior desafio para o processo de consolidação da Unilab?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Não sei se teria o maior. Acho que o primeiro desafio é dar continuidade ao trabalho de instalação, de início da universidade, tão nova. Acho que meu grande desafio é dar continuidade e consolidar esse trabalho já iniciado pela gestão do professor Paulo Speller. Outro desafio é nesse processo é ir ampliando e aprofundando cada vez mais esse caráter internacional dessa universidade com os países de língua de expressão portuguesa, em especial os africanos, e com possibilidade de expansão. Nas mais diversas áreas da universidade: pesquisa, ensino, extensão e na própria relação dos professores com a pesquisa. Essa universidade nasce diferente de outras, já nasce com esse caráter de uma determinada forma de internacionalização, que está dentro dessa ideia da Cooperação Sul-Sul, a Cooperação Solidária Sul-Sul e isso é muito novo no Brasil.</p>
<p><strong>Qual o estágio de implantação dos campi da Unilab fora de Redenção?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Em São Francisco do Conde, temos um prédio que foi cedido pela Prefeitura do município, já quase que em condições de começar a funcionar. Já temos lá funcionando a Educação a Distância na forma de especialização. Nosso grande desafio agora é implementar cursos presenciais, construir o corpo administrativo e o corpo docente dentro desse campus. Aqui, em Palmares (Acarape), está em processo de construção.</p>
<p><strong>Quando a senhora olha para sua universidade hoje, como analisa o trabalho em torno dessa integração de países, tão diversos, e cuja matriz está assentada na língua portuguesa?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Eu me reporto ao dia da posse do vice-reitor, quando estive pela primeira vez em Redenção e na Unilab. Estávamos no anfiteatro, então olhei e vi o público da universidade. Ali estavam professores, pessoas da comunidade, estudantes, técnicos administrativos e a sensação é de encantamento de ver uma diversidade tão grande no mesmo espaço, imbuída de um projeto muito inovador. Quando penso essa diversidade – que é étnica, racial e cultural – estar presente na Unilab me encanta, me desafia. Acho que aqui, temos possibilidades de construirmos relações que podem ser profícuas entre os diferentes e as diferenças. Ao mesmo tempo, com pontos muito comuns. E compreender a complexidade que é a língua de expressão portuguesa, porque ela está localizada historicamente em contextos muito diferentes. E aí, temos algo que nos aproxima que é comum, mas ao mesmo tempo temos particularidades muito intensas.</p>
<p><strong>Como a senhora recebeu o convite para ser reitora da Unilab? O que a levou a aceitá-lo?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Fiquei surpresa e honrada. Depois do choque, né? (risos). Compreendi também que isso tem a ver com minha trajetória. Sou professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Junto com uma equipe de colegas, construí um programa de ensino, pesquisa e extensão chamado Ações Afirmativas da UFMG. Conseguimos ampliar mais a pesquisa sobre temática racial e estávamos ampliando para as temáticas africanas. Sou uma militante em prol da superação do racismo. Pedagógica e politicamente, atuo assim. Sou uma mulher negra que atua nas questões raciais.</p>
<p><strong>O que a Unilab representa no contexto da questão racial e da afrodescendência no Brasil hoje?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Sabemos que, muitas vezes, as práticas de racismo que acontecem na sociedade brasileira têm a ver com uma representação muito negativa do continente africano. E uma total ignorância sobre o continente africano. Da sua história, riqueza, luta dos seus povos, orientações políticas mais recentes, e escolhas dos seus governantes. Nós temos hoje um desconhecimento e precisamos conhecer mais, porque é uma forma de superar preconceitos. Eu ignoro sobre, aí preconcebo uma ideia e passo a generalizá-la para todo mundo. O papel da universidade nesse caso, a própria existência dela, a produção do conhecimento que pode ser desenvolvida aqui na universidade é um outro fator importante. Penso nas relações que ela vai construir com a comunidade local, com o próprio Brasil, com o Ceará.</p>
<p><strong>Já é possível mensurar os efeitos das políticas afirmativas sobre as populações negras no Brasil?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Elas são muito recentes. Não sei se dá para mensurar, mas acho que dá para fazer algumas reflexões sobre esse processo. Você tem hoje uma discussão muito intensa. Estamos completando dez anos desde que a alteração da Lei de Diretrizes e Bases foi sancionada pela Lei 10.639 de 2003, que é o ensino de história e cultura africana, nas escolas de educação básica. É claro que é uma implementação irregular se formos pensar assim, porque o ideal seria que, depois de dez anos, pudéssemos falar assim: “A educação básica avançou de norte a sul nas escolas públicas e privadas em relação a essa temática”. Não podemos dizer que avançamos na totalidade. Por isso, digo que é uma implementação que ainda acontece de forma irregular em algumas redes de ensino e regiões do Brasil. Uma coisa é certa: desencadeou uma discussão, produção de pesquisa, de material didático e literário. Trouxe questionamentos para formação de professores. Na educação superior, temos uma lei de cotas que hoje vale para as instituições federais de ensino.</p>
<p><strong>A senhora considera que a negação das questões raciais pela sociedade brasileira impediu que as decisões afirmativas fossem tomadas há mais tempo?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Tem sim um processo de negação do racismo na nossa sociedade. Vivemos o que toda literatura que trabalha com o tema aponta: um discurso de que todos nós somos muito democráticos. De que temos a democracia racial no Brasil. E essa representação mítica traz uma negação das reais condições da população negra na sociedade brasileira. Na discussão da temática racial, a sociedade brasileira sempre foi acompanhada de demandas históricas do movimento negro. Esse movimento reeduca a si mesmo e reeduca a sociedade no debate da questão étnico-racial. Acho que aí você vai tendo outros legados da luta antirracista. Você vai ver que existem outros movimentos sociais como o movimento de mulheres, movimentos LGBT, movimentos sociais do campo e que começam a introduzir a pauta da luta antirracista. Por isso, falo do papel de reeducar a si mesmo e a sociedade.</p>
<p><strong>Quando a senhora se descobriu negra?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Acho que eu sempre soube (risos). Por que sou de uma família do interior de Minas Gerais. Uma família negra que sempre se viu negra. Fui educada para ter orgulho de quem eu sou. Meu pai era um líder comunitário. Já falecido. Tenho muita lembrança do meu pai lutando por melhoria do bairro, por água, ônibus. Um homem negro muito digno. Meu pai tinha uma indignação com qualquer forma de injustiça. Minha mãe, viva até hoje, foi bordadeira, uma mulher muito sábia. Eu venho de uma família em que nós sempre nos víamos negros, convivemos com parte da família que é negra. Sempre fui criada como mulher negra, uma menina negra. O que eu descobri fora desse aconchego familiar foi o racismo! Foi traumático, porque foi na escola, na primeira série. Até já escrevi sobre isso. Tenho um livro sobre a questão de corpo e cabelo como símbolos da identidade negra, que foi minha tese de doutorado. Foi justamente com o contato com a minha estética. Uma colega me xingou de “cabelo de bombril”. Foi o primeiro xingamento racista que ouvi. É racista, mesmo que seja na boca de uma criança, por que ela aprendeu isso em sociedade, a ver o outro dessa forma. Ela reproduziu isso. Lembro que foi o primeiro choque que tive, porque nunca tinha ouvido nenhuma referência negativa ao meu cabelo! Cheguei em casa e levei isso pra minha família, que reage, vai à escola. Comecei a perceber que meus outros colegas negros recebiam xingamentos, esses e outros. Fui compreendendo que a vida não é só a minha família (risos). Fui entendendo que eu tinha que aprender a me defender também. Isso é muito duro. Sobretudo na infância, porque é onde aprendizados começam a acontecer. Quando adultos, aprendemos a nos defender, uns mais, outros menos. Mas a criança está em processo de formação. Daí, penso sempre na importância da escola.</p>
<p><strong>Suas experiências de vida influenciaram de forma definitiva suas preocupações acadêmicas. Como isso se deu?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Pela minha vivência mesmo. Minha família negra. Depois, por experiências que comecei a viver como professora da educação básica. Sempre fui professora. Só sei ser professora (risos). Logo que me formei, comecei a trabalhar. Fiz concurso para a rede pública. Desde então, sou professora da rede pública. Tive um pequeno período em que trabalhei no público e no privado. E comecei nesse momento a perceber diferenciações. Não só em relação a mim no tratamento. Era uma escola privada de médio porte. Tive que reeducar os alunos a ter uma professora negra atuando nessas turmas de ensino fundamental. E também atuava numa escola pública onde uma grande maioria dos meus alunos eram negros. Eu era diferente num espaço e era igual em outro. Isso tudo mexeu muito comigo. Conversando com um professor da pós-graduação, eu colocava essas questões para ele, colocava também para uma colega. E as pessoas falavam que esse era um tema que precisava de mais investigação. Era no final dos anos 80, começo dos anos 90, nós não tínhamos a produção que temos hoje sobre relações raciais na educação e em outras áreas. Então, me senti instigada. Era um momento que tínhamos poucos pesquisadores negros que falavam sobre as questões raciais. Como educadora e como mulher negra, falei: “Acho que tenho que uma responsabilidade acadêmica e política”. E comecei a pesquisar sobre professoras negras. Foi meu primeiro trabalho. Fiz um trabalho com a trajetória de mulheres negras professoras e a relação delas com o debate racial e com as crianças, como isso acontecia. Não parei mais.</p>
<p><strong>Como lidar com o racismo entre a população negra?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Sempre que me perguntam isso, chamo atenção para uma questão: o racismo é um fenômeno que prejudica todos nós: negros, brancos, indígenas. E para compreender como uma pessoa que é negra pode desenvolver um preconceito contra si mesmo e contra o seu grupo, é o maior exemplo da perversidade do racismo. Como esse fenômeno consegue ser tão estrutural na nossa sociedade e, ao ser estrutural, ele se torna estruturante das nossas relações. E isso impregna na nossa própria subjetividade, que é possível que, quando se está num lugar com referências muito negativas em relação ao seu próprio grupo étnico-racial, é possível que essa pessoa também desenvolva esse mesmo sentido. Por isso que as políticas afirmativas e a afirmação das identidades são importantes. Porque você pode construir um outro ambiente social, outras representações positivas que vão disputar com as representações negativas que estão em curso. Subjetividades inconformistas e rebeldes são aquelas que se indignam com as injustiças, com preconceitos. Acho que vale para a população negra e para a população branca. Mais do que prestar atenção no fato de uma pessoa negra que discrimina uma outra pessoa negra, é entender qual o fenômeno perverso na nossa estrutura que educa as pessoas desse jeito. E mais: se elas são educadas assim, podem ser reeducadas de outra forma, e a ver seu próprio grupo étnico-racial de uma outra forma.</p>
<p><strong>Pergunta do Leitor</strong></p>
<p><strong>Hilário Sobrinho, professor, mestre em História pela UFC, pesquisador da Cultura e História do Negro no Ceará: </strong><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;">No Ceará, construiu-se o discurso de que não havia escravos. Isso se tornou um obstáculo à implantação das políticas afirmativas. Como a senhora avalia tal contradição?</strong></p>
<p><strong>NG:</strong> Entre estes trabalhadores havia uma quantidade considerável de negros libertos, negros nascidos livres e mestiços. Há um desafio para implementação de políticas voltadas especificamente para a população negra no Ceará. Um dos fatores talvez seja o imaginário de um Ceará onde a presença negra não é considerada significativa ao longo da história. Nesse aspecto, é muito importante a organização política da comunidade negra para a promoção das políticas de igualdade racial e construção de uma sociedade que reconheça e valorize a diversidade étnico-racial.</p>
<p><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Desafios contemporâneos</strong></p>
<p>O Dia da África, celebrado em 25 de maio, será comemorado hoje, 20, no auditório do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (Uece) com o encontro “África-Brasil: desafios contemporâneos”. As inscrições poderão ser feitas hoje das 8h às 9h. A conferência de abertura “A África hoje: como decifrar seus enigmas” será conferida pelo professor inglês Herbert Ekwe-Ekwe. Ainda pela manhã, haverá o lançamento da 13ª edição da revista Tensões Mundiais.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>A professora Nilma Lino Gomes chegou a Redenção no início de abril em companhia da mãe, Maria da Glória Lino Gomes, que deve retornar para passar uns tempos no Ceará, com a filha. Com residência fixa no município, a reitora conta que está em fase de reconhecimento do lugar. Nasceu em Minas Gerais, fez graduação em Pedagogia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cursou mestrado em Educação na mesma universidade, doutorado em Antropologia na Universidade de São Paulo (USP), e pós-doutorado em Sociologia, na Universidade de Coimbra (Portugal). Como professora da UFMG, Nilma coordenava o Programa Ações Afirmativas da UFMG e o Núcleo de Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas. É autora do livro Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolos da identidade negra.</p>
<p><strong>Mais</strong></p>
<p>Redenção foi a primeira cidade no Brasil a libertar seu escravos em 1º de janeiro de 1883. A Sociedade Redentora Aracapense foi influenciada pelos líderes abolicionistas que atuavam em Fortaleza. O Ceará aboliu a escravatura em 25 de março de 1883.</p>
<p>Nilma Lino Gomes assumiu a reitoria da Unilab no dia 1º de abril último, em Brasília. Da solenidade, participaram ministros, professores e militantes do movimento negro.</p>
<p>A reitora participou ativamente pela defesa das cotas pelas cotas nas universidades. Segundo ela, o sistema favorece a construção de uma igualdade racial e a construção de uma democracia para todo no País.</p>
<p>A professora Nilma Lino só conhece de Fortaleza, por enquanto, o Aeroporto Internacional Pinto Martins, mas confessa que quer conhecer melhor a vida cultural da cidade.</p>
<p>Dentro do evento “África-Brasil: desafios contemporâneos”, haverá ainda, a partir das 14 horas de hoje, a exibição de filme Heróis da África. Às 16 horas, tem início mesa redonda com a participação de professores e estudantes imigrantes.</p>
<p>O Dia da África foi criado há 50 anos, em Addis Abeba, Etiópia, pela Organização de Unidade Africana (OUA) e simboliza a luta dos povos do Continente. O Centro de Humanidade da Uece fica na avenida Luciano Carneiro, 345 &#8211; Bairro de Fátima. A programação é aberta ao público.</p>
<p><strong>Números</strong></p>
<p>Abril de 2013 &#8211; O primeiro dia de Nilma como reitora da Unilab, em Redenção, foi dia 2</p>
<p>2006 Pós-doutorado &#8211; Concluiu na área de Sociologia. Universidade de Coimbra (Portugal)</p>
<p>Fonte: O Povo</p>
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		<title>Repressão política: Cartas de Geisel a Videla mostram &#8216;camaradagem&#8217; na Operação Condor</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/operacao_condor42810.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15371" title="operacao_condor42810" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/operacao_condor42810.jpg" alt="" width="415" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Jorge Videla cumpriu o papel que dele se esperava na Operação Condor, o pacto terrorista que há 27 anos ocupou um capítulo importante na agenda argentina com o Brasil. O ditador Ernesto Geisel recebeu de bom grado a “nova” política externa do processo de reorganização nacional (e internacional), tal como se lê nos documentos, em sua maioria secretos, até hoje, obtidos pela Carta Maior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">“Foi com a maior satisfação que recebi, das mãos do excelentíssimo senhor contra-almirante César Augusto Guzzetti, ministro de Relações Exteriores, a carta em que Sua Excelência teve a gentileza de fazer oportunas considerações a respeito das relações entre nossos países&#8230; que devem seguir o caminho da mais ampla colaboração”.</span></p>
<p>A correspondência de Ernesto Beckman Geisel dirigida a Videla exibe uma camaradagem carregada de adjetivos que não era característico desse general, criado numa família de pastores luteranos alemães.</p>
<p>“O Brasil, fiel a sua História e ao seu destino irrenunciavelmente americanista, está seguro de que nossas relações devem basear-se numa afetuosa compreensão&#8230;e no permanente entendimento fraterno”, extravasa Geisel, o mesmo que havia reduzido a quase zero as relações com os presidentes Juan Perón e Isabel Martinez, quando seus embaixadores na Argentina pareciam menos interessados em visitar o Palácio San Martin do que frequentar cassinos militares, trocando ideias sobre como somar esforços na “guerra contra a subversão”.</p>
<p>A carta de Geisel a Videla, de 15 de dezembro de 1976, chegou a Buenos Aires dentro de uma “mala diplomática”, não por telefone, como era habitual. No documento consta “secreto e urgentíssimo”, ao lado dessa nota.</p>
<p>Em 6 de dezembro de 1976, nove dias antes da correspondência de Geisel, o presidente João Goulart havia morrido, em seu exílio de Corrientes, o qual, de acordo com provas incontestáveis, foi um dos alvos prioritários da Operação Condor no Brasil, que o espionou durante anos na Argentina, no Uruguai e na França, onde ele realizava consultas médicas por causa de seu problema cardíaco.</p>
<p>Mais ainda: está demonstrado que, em 7 de dezembro de 1976, a ditadura brasileira proibiu a realização de necropsia nos restos do líder nacionalista e potencial ameaça, para que não respingassem em Geisel a parada cardíaca de origem incerta.</p>
<p>Não há elementos conclusivos, mas suspeitas plausíveis, de que Goulart foi envenenado com pastilhas misturadas entre seus medicamentos, numa ação coordenada pelos regimes de Brasília, Buenos Aires e Montevidéu, e assim o entendeu a Comissão da Verdade, da presidenta Dilma Rousseff, ao ordenar a exumação do corpo enterrado na cidade sulista de São Borja, sem custódia militar, porque o Exército se negou a dar-lhe há 10 dias, depois de receber um pedido das autoridades civis.</p>
<p>Voltemos à correspondência de Geisel de 15 de dezembro de 1976.</p>
<p>O brasileiro escreveu em resposta a outra carta, de Videla (de 3 de dezembro de 1976), na qual ele se dizia persuadido de que a “Pátria&#8230;vive uma instância dinâmica no plano das relações internacionais, particularmente em sua ativa e fecunda comunicação com as nações irmãs”.</p>
<p>“A perdurável comunidade de destino americano nos assinala hoje, mais do que nunca, o caminho das realizações compartilhadas e a busca das grandes soluções”, propunha Videla, enterrado ontem junto aos crimes secretos transnacionais sobre os quais não quis falar perante o Tribunal Federal N1, onde transita o mega processo da Operação Condor.</p>
<p>Os que estudaram essa trama terrorista sul-americana sustentam que ela se valeu dos serviços da diplomacia, especialmente no caso brasileiro, onde os chanceleres teriam sido funcionais aos imperativos da guerra suja.</p>
<p>Portanto, esse intercâmbio epistolar enquadrado na diplomacia presidencial de Geisel e Videla, pode ser lido como um contraponto de mensagens cifradas sobre os avanços do terrorismo binacional no combate à resistência brasileira ou argentina. Tudo em nome do “interesse recíproco de nossos países”, escreveu Videla.</p>
<p>Em dezembro de 1976, 9 meses após a derrubada do governo civil, a tirania argentina demonstrava que, além de algumas divergências geopolíticas sonoras com o sócio maior, havia de fato uma complementariedade das ações secretas “contra a subversão”.</p>
<p>Assim, pouco após a derrubada de Isabel Martínez, o então chanceler brasileiro e antes embaixador em Buenos Aires, Francisco Azeredo da Silveira, recomendou o fechamento das fronteiras para colaborar com Videla, para impedir a fuga de guerrilheiros e militantes argentinos.</p>
<p>Por sua parte, Videla, assumindo-se como comandante do Condor celeste e branco, autorizava o encarceramento de opositores brasileiros, possivelmente contando com algum nível de coordenação junto aos adidos militares (os mortíferos “agremiles”) destacados no Palácio Pereda, a mansão de linhas afrancesadas onde tem sede a missão diplomática na qual, segundo versões, havia um número exagerado de armas de fogo.</p>
<p>Entre março, mês do golpe, e dezembro de 1976, foram sequestrados e desaparecidos na Argentina os brasileiros Francisco Tenório Cerqueira Júnior, Maria Regina Marcondes Pinto, Jorge Alberto Basso, Sergio Fernando Tula Silberberg e Walter Kenneth Nelson Fleury, disse o informe elaborado pelo Grupo de Trabalho Operação Condor, da Comissão da Verdade.</p>
<p>O organismo foi apresentado por Dilma Rousseff perante rostos contidamente iracundos dos comandantes das Forças Armadas, os únicos, entre as centenas de convidados para a cerimônia, que evitaram aplaudi-la.</p>
<p>Ao finalizar o ato realizado em novembro de 2011, o então secretário de Direitos Humanos argentino Eduardo Luis Duhalde, declarava a este site que um dos segredos melhor guardados da Operação Condor era a participação do Brasil e a sua conexão com a Argentina, e que essa associação delituosa só será revelada quando Washington liberar os documentos brasileiros com a mesma profusão com que liberou os documentos sobre a Argentina e o Chile.</p>
<p>Averiguar até onde chegou a cumplicidade de Buenos Aires e Brasília será mais difícil depois do falecimento de Videla, mas não há que se subestimar as pistas diplomáticas.</p>
<p>Em 6 de agosto de 1976, um telefonema “confidencial” elaborado na embaixada brasileira informa aos seus superiores que o ministro de Relações Exteriores Guzzetti falou sobre a “nova” política externa vigente desde que “as forças armadas assumiram o poder” e a da vocação de aproximar-se mais do Brasil, após anos de distanciamento.</p>
<p>Ao longo de 1976, os chanceleres Azeredo da Silveira e Guzzetti mantiveram reuniões entre si e com o principal fiador da Condor, Henry Kissinger que, segundo os documentos que vieram a público há anos a pedido do “Arquivo Nacional de Segurança” dos EUA, recomendou a ambos ser eficazes na simulação no trabalho de extermínio dos inimigos.</p>
<p>“Nós desejamos o melhor para o novo governo (Videla)&#8230;desejamos seu êxito&#8230;Se há coisas a fazer, vocês devem fazê-las rápido&#8230;”, recomendou o Prêmio Nobel da Paz estadunidense, ao contra-almirante e chanceler Guzzetti, em junho de 1976.</p>
<p>Fonte: Carta Maior</p>
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		<title>Bolsa Família: boatos da perversidade</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 15:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Van Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parece que a campanha para as eleições do ano que vem já começou e da maneira mais baixa possível. Rapidamente espalharam-se boatos sobre a extinção do Bolsa Família e de que o dia 18 seria o último dia para saque do benefício. O governo federal assimilou o golpe rapidamente e a Caixa Econômica Federal (CEF) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15366" class="wp-caption aligncenter" style="width: 658px"><a href="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/bolsa.jpg"><img class=" wp-image-15366   " title="bolsa" src="http://ujs.org.br/portal/wp-content/uploads/2013/05/bolsa.jpg" alt="" width="648" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Família mineira beneficiária do Bolsa Família</p></div>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Parece que a campanha para as eleições do ano que vem já começou e da maneira mais baixa possível. Rapidamente espalharam-se boatos sobre a extinção do Bolsa Família e de que o dia 18 seria o último dia para saque do benefício. O governo federal assimilou o golpe rapidamente e a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) lançaram notas desmentindo os boatos. </span></p>
<p>A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello informou que encaminhou pedido ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para imediatas investigações para descobrir de onde partiram os boatos e com qual finalidade.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Em nota o MDS afirmou “que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras”. A ministra Tereza tranquilizou as pessoas e pediu para “a população, as mães”, “fazerem o saque na data certa”. Ela garantiu que não há nenhuma mudança de planos referentes ao programa.</span></p>
<p>“A Caixa Econômica Federal informa que o pagamento do Programa Bolsa Família ocorre normalmente de acordo com calendário estipulado pelo governo federal. A Caixa esclarece ainda que não procede a informação de que hoje (18/5) seria o último dia para o pagamento do Bolsa Família”, diz o comunicado da CEF.</p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Até ontem haviam sido contabilizados diversos problemas em pelo menos 113 agências da CEF em alguns estados do Nordeste, região onde há mais beneficiários do Bolsa Família. O programa atende 13,8 milhões de famílias pobres em todo o país, por isso boatos desse tipo são extremamente perversos por abusar da desgraça alheia para causar pânico com indisfarçável sadismo e interesses espúrios ainda não bem delineados, mas já dá para imaginar de onde os boatos vêm.</span></p>
<p>O jornalista e blogueiro Altamiro Borges escreveu em seu blog que “o boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família é criminoso e poderia até ter gerado confrontos mais violentos em várias cidades do país”. Para ele, “a apuração da Polícia Federal e de outros órgãos sobre a origem desta sabotagem deve ser rigorosa e rápida” porque “não é segredo que há muita gente no país contra os programas de transferência de renda do governo federal”, conclui.</p>
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