O “apartidarismo de direita” do MBL

Lembra daquele movimento “apartidário”, que lutava contra a “corrupção” e que apoiou o golpe? Aquele grupo que, como tantos outros de direita e extrema-direita, bradavam “sem partidos” em Junho de 2013.
Prometiam que não queriam mexer com política e que nunca se candidatariam, afinal de contas, participaram da onda golpista que minuciosamente desconstruiu a política no imaginário popular. Parece que não era bem assim…
O Movimento Brasil Livre, o MBL, elegeu oito dos 45 candidatos que apoiou nas eleições municipais de 2016. Os eleitos foram: um prefeito no interior de Minas Gerais, em Monte Sião, e sete vereadores. Três vereadores no estado de São Paulo, dois no Paraná e outros dois no Rio Grande do Sul.
O movimento que era “apartidário”, era na verdade de todos os partidos que fossem oposição de Dilma Rousseff. O MBL espalhou seus candidatos principalmente por PSDB e o DEM, com dez cada um. Mas estiveram presentes também por PP, PSC, Novo, PEN, PHS, PMDB, PPS, PRB, Pros, PSB, PTB, PTN, PV e SD.
No ano passado já existiam sinais da aproximação do grupo golpista de direita com forças políticas, a facilidade com que circulavam na Câmara demonstrava isso. Integrantes do MBL chegaram a inclusive assistir a votação do impeachment.

Bolsonaro, Kim (líder do MBL) e Feliciano. “Diga-me com quem andas e te direi quem és”, o ditado nunca serviu tanto como para essa foto…
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem sempre mantiveram relações próximas(veja foto acima), e hoje cassado por corrupção, credenciou os integrantes na Câmara. Vale dizer que Eduardo Cunha nunca foi alvo da “sede por justiça” do grupo. Reportagens de veículos de comunicação como o UOl, por exemplo, já apontavam que as manifestações pró-golpe do MBL eram financiadas por partidos como DEM, PSDB, SD e PMDB.
O grupo chegou a apagar as postagens em suas redes sociais nas quais se definia como “apartidário”.
Em São Paulo, o candidato Fernando Silva Bispo, o Fernando Holiday, foi eleito vereador pelo DEM com aproximadamente 48 mil votos. O estudante negro de 20 anos, tece constantes criticas ao sistema de ações afirmativas e cotas raciais e a partir disso, obteve certo destaque. Holiday participará da base de João Doria Júnior (PSDB), eleito prefeito de São Paulo.
Por ujs
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